16 janeiro 2018

Amigurumi: Como os bichinhos de crochê ajudaram no meu tratamento

Há quase 2 anos fui diagnosticada com depressão leve e transtorno de ansiedade e, embora já apresentasse os sintomas há mais tempo, só então resolvi procurar a ajuda de um especialista (para mais informações, assista ao vídeo no canal em que conto um pouquinho a respeito).

Alguns dos amigurumis, com receita própria, que tenho em casa
Além da licença médica, do remédio e da psicoterapia, o médico recomendou que eu fizesse artesanato como terapia complementar. Ora, essa... Eu, Fernanda Fusco, fazendo artesanato? Me lembrei de algumas de minhas tentativas (entre elas, esta aqui) e comecei a rir no consultório!

Me esqueci da recomendação e, tempos depois, minha mãe me envia uma mensagem contando sobre a sua mais nova descoberta: amigurumi, uma técnica japonesa de confecção de bichinhos de crochê ou tricô. Para complementar, me envia também alguns tutoriais e fotos de suas produções. E não é que fiquei bastante interessada? Sempre quis poder desenvolver os meus próprios bonequinhos e ainda me inspirar nos meus artistas ou personagens favoritos! 💕

Alguns dos amigurumis, com receita própria, que tenho em casa
E lá vamos nós para a 25 de Março! Comprei tudo o que precisava (felizmente o material não é absurdamente caro) e voltei para casa com uma pontinha de esperança. Embora eu não levasse muito jeito para artesanato e só soubesse fazer correntinhas de crochê, como tinha muito tempo livre por conta da licença decidi que iria me dedicar até aprender (mesmo que não ficasse nada muito perfeito) e seria mais uma nova ocupação e distração para a minha cabecinha acelerada.

Surpreendentemente, após aprender a fazer a minha primeira bolinha graças ao canal da Bia Moraes, compreendi um pouquinho de toda a "engenharia" por trás da construção de um amigurumi e desenvolvi o meu primeiro ursinho, que batizei carinhosamente de Tchubinho! Fiquei muito feliz com o resultado - diferente do meu Ursinho Teddy de tecido, ficou muito melhor do que eu estava esperando!


A partir daí, passei a desenvolver minhas próprias receitas e o que eu não compreendia ainda, buscava por tutoriais de técnicas específicas ou imagens para me inspirar (como fazer acabamento, bordar, enrolar o cabelinho, entre outras). A Pixelando Artesanatos, minha primeira lojinha virtual, nasceu um tempinho depois, quando desenvolvi ainda mais segurança para expor os meus produtinhos. Ela também é o resultado de uma parceria com o meu marido e a minha mãe - em breve comento um pouquinho mais sobre os outros produtos de lá!

Vídeo do canal Two Bee que me ensinou a fazer a minha primeira bolinha

É claro que a medicação e a psicoterapia foi o conjunto responsável para a minha melhora (e breve alta!), mas o artesanato teve um papel muito importante para mim. Além de me ajudar em relação à calma e paciência, confeccionar esses bichinhos contribuiu também para minimizar a minha insegurança e autocrítica: mesmo que não ficassem perfeitos a primeiro momento, o resultado de cada um deles me mostrava que eu ainda era capaz de aprender algo novo. E como é prazeroso poder ver esses resultados, após horas de estudo, dedicação e carinho! 💙

A Fernanda de 2 anos atrás estaria rindo e desacreditando deste relato! Se eu tivesse um DeLorean, voltaria no tempo e diria que eu não preciso "levar jeito": basta ter vontade, tempo e dedicação para aprender, como pra qualquer área na nossa vida!

Acesse Pixelando Artesanatos para conhecer mais de nossos trabalhos! 😃
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10 janeiro 2018

Coelhos: Quando adotamos o Timmy e o Toki

Depois que nos mudamos (início de 2016), um dos meus maiores desejos era adotar um animalzinho para cuidarmos e nos fazer companhia. Não podia nem sonhar com um cachorro, já que minha alergia (cutânea e respiratória) ataca só de ficar em um mesmo ambiente. Tentamos também pegar um gatinho, mas fiquei com uma crise de asma ferrada: foi um sofrimento para devolver e o sentimento de culpa me assombrou por algumas semanas, especialmente pelo fato de não ter sido um ato muito responsável.

Hora da refeição!
Deixei a ideia de lado e tentei finalmente me conformar, até que, no meio do ano passado, resolvemos visitar alguns pet shops e pesquisar sobre furões. Há tempos eu tinha interesse por ferrets e gostaria de descobrir um pouco mais sobre o comportamento deles. No entanto, após inúmeras perguntas respondidas por diversos vendedores e blogs, acabei desistindo: não teria condições de adaptar todo o apartamento para receber esse bichinho que se esconde em tudo quanto é canto e pelo fato de ser muito "acelerado", exigindo constante atenção enquanto está solto - seria, definitivamente, uma experiência muito estressante, tanto pra nós como para o animalzinho.

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11 fevereiro 2015

Anime e Mangá: Usagi Drop (Yumi Unita)

Usagi Drop é uma série da mangaka Yumi Unita que começou a ser publicada no Japão pela revista Feel Young em Outubro de 2005 e chegou ao Brasil no ano passado pela editora NewPop (adoro as séries publicadas por essa editora!).

A história começa quando Daikichi Kawachi, um jovem solteiro, descobre que o avô que acabara de falecer deixou uma filhinha bastarda de 6 anos, a pequena e já bastante madura Rin Kaga. Após o funeral, a sua família se reúne para decidir o futuro da menina: estavam a ponto de deixá-la em um orfanato quando o rapaz interfere e toma a decisão de, ele mesmo, criá-la.



Imagens do anime

Daikichi, que é um cara todo atrapalhado, agora tem a missão de cuidar sozinho de Rin e precisa mudar toda a sua rotina: antes podia sair sem preocupações para beber com os colegas de trabalho; agora, porém, precisa até declinar a sua jornada para sair mais cedo e buscá-la na escolinha, fora diversas outras responsabilidades que o cuidar de uma criança proporciona. Aos pouquinhos vai aprendendo sobre essa sua nova tarefa com a própria garotinha e com outros personagens que vão surgindo ao longo da série, como a mãe de um colega de escola de Rin e com uma colega de trabalho.


O trailer do live-action

Por enquanto só chegaram um total de 3 edições de 10 aqui no Brasil e estou ansiosíssima para ler o restante da série, que acompanha o crescimento de Rin até a adolescência (veja as capas aqui). Enquanto a série ainda não foi completamente lançada, me contentei com os 11 episódios do anime (que se foca apenas na infância da garota) e é igualmente fofinho, e com o live-action, estrelado por Kenichi Matsuyama (o mesmo de Death Note) - que me fez chorar litros! ;-;

O mangá, que é uma mistura de comédia com drama, nos mostra como é o desafio de criar uma criança (especialmente sendo por um cara solteiro): desde a simples tarefa de pentear os cabelos pra fazer maria-chiquinhas (ou "orelhas de coelho", e daí vem parte do nome da série, usagi) ou consolar quando faz xixi na cama, até ser forte quando ela estiver doente e juntar as pecinhas do quebra-cabeça para encontrar a mãe que a abandonou. Nos mostra também que acompanhar o desenvolvimento de um outro ser é muito trabalhoso e requer sacrifícios, mas que vale muito a pena!
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10 fevereiro 2015

Minha saga ruiva: Keraton Henna Cobre da Kert

Desde quando comecei a pesquisar por produtos para manter um cabelo ruivo bonito, vejo inúmeras resenhas positivas dos tonalizantes C. Kamura cobre e conhaque. Fui em busca desses produtinhos (queria testar os dois para ver qual tom ficaria melhor em mim!) na Ikezaki, mega loja de cosméticos localizada no bairro da Liberdade/SP, mas não encontrei nenhum dos dois. Por indicação da vendedora, acabei levando duas caixinhas da Keraton Henna Cobre (saiu R$15 cada).


Keraton Henna Cobre da Kert

A descrição na caixa da henna é a seguinte:

Keraton Henna Creme um novo conceito de formulação de coloração com tratamento cosmético, seguro e sustentável onde as características protetoras contra os danos da radiação solar do óleo de Tamaru, restauradoras do Karitê, nutrientes da Macadamia e hidratantes do Kukuí, aliados ao extrato de Henna e pigmentos suaves, colorem os cabelos com extrema naturalidade conferindo brilho, sedosidade, hidratação e maciez inigualáveis aos fios. Keraton Henna realça a coloração dos cabelos, dando mais vitalidade e devolvendo o brilho natural, de forma extremamente suave.

Falô ae, Keraton! Hidratação, nutrição, restauração e coloração em um só produto? Será que realmente funciona? Resolvi criar coragem e testar em casa mesmo!


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06 fevereiro 2015

Livro: Persuasão (Jane Austen)


Completei no ano passado a minha coleção de livros da Jane Austen (aqueles pockets da BestBolso) e, como estava com saudades dos seus romances, resolvi ler Persuasão - na verdade porque era o mais curtinho dos que eu ainda faltava ler! Hihihih :3

A história, que foi publicada originalmente em 1818 e foi a última escrita pela autora, gira em torno de Anne Elliot, que vive com o seu pai, o baronete Walter Elliot, e sua irmã, Elizabeth (que passou a tomar conta da casa após a morte da mãe). Devido aos gastos exacerbados, a família resolve alugar sua propriedade aos Croft e se mudam para Bath.

Anne tem outra irmã, Mary, que é casada com Charles Musgrove e vive Uppercross Hall. A protagonista é a única que consegue conviver com o caráter de Mary e sempre que possível passa um tempo em sua propriedade para cuidar da saúde da irmã.


Imagens do filme de 2007 pela BBC

Nessas idas e vindas à Bath, ao vilarejo de Uppercross Hall e à propriedade alugada por sua família - entre passeios, bailes, jantares -, a moça reencontra o seu antigo amor, Frederick Wentworth. Ambos foram noivos há 8 anos, mas Anne acabou sendo persuadida por sua amiga e mentora, Lady Russell, e rompeu com o rapaz pois era pobre na época - atualmente ele é um oficial da marinha. Agora, com 27 anos, sente-se arrependida já que tudo indica que Wentworth está atraído por sua vizinha Louisa Musgrove, e seu primo Mr. William Elliot e herdeiro de seu pai deseja tomá-la como sua noiva - e todos os rumores da sociedade em que vive apoiam a decisão.


O trailer do filme de 2007 pela BBC

Confesso que o livro não é dos meus favoritos da autora e penei para lê-lo: muitas vezes parei com a leitura porque achava tudo muito enrolado; apesar de a história ter sido mais curta que as demais, não me envolvi tanto. Contudo, é um bom livro para termos uma noção de como era a cultura da classe alta britânica em meados do século XIX, e o aprofundamento psicológico das personagens e as reflexões sobre o amor e a capacidade de persuadir (e também de amadurecer e se livrar dessas amarras de ser persuadida facilmente) que a autora promove são incríveis!

"Há casos em que um conselho pode ser tanto bom quanto mau - dependerá dos acontecimentos."

Exitem algumas adaptações da obra tanto para televisão como para cinema. Recentemente assisti ao filme de 2007 da BBC, estrelado por Sally Hawkins e Rupert Penry-Jones: não é tão fiel ao livro - achei a Anne um tanto mais sentimental, inclusive, e o enredo um pouco mais dramático -, mas é uma ótima adaptação!

Fontes: Wikipédia e Filmow
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05 fevereiro 2015

Livro interativo: Q&A a day 3*year journal

Depois de ver diversas resenhas positivas em blogs e vlogs, saí em busca do meu Q&A a day. Ele é um livro interativo publicado pela Potter Style e vem com 365 páginas para você preencher durante um longo período de tempo: a versão mais popular é o de 5 anos, mas encontrei apenas o de 3 - a diferença é que este último tem as páginas decoradinhas e perguntas mais voltadas ao público adolescente, mas nada que torne a experiência insignificante se você for adulto e resolver preencher também!


Q&A a day 3*year journal: o livro interativo voltado ao público adolescente

Em cada uma de suas páginas contém a data (dia, mês e lacunas para os anos), uma pergunta e espaços para você responder. Ele é mais um daqueles livros interativos (ou journals) com a obrigatoriedade de preencher todos os dias, mas é bem mais simples se comparado ao 1 página de cada vez em que você tem que fazer certas tarefas que demandam muito tempo: no Q&A basta responder à uma pergunta e isso não leva mais que 5 minutos!


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04 fevereiro 2015

HQ: Minha madrinha bruxa (Jill Thompson)

Jill Thompson é uma autora e ilustradora que
nasceu nos EUA e trabalhou em diversas séries para a DC Comics/Vertigo, como Mulher Maravilha, Monstro do Pântano, Orquídea Negra, Os Invisíveis, iniciou uma aclamada parceria com Neil Gaiman em Sandman, e criou HQs para editoras como a Marvel e a Dark Horse. Já fazia um tempo em que estava namorando sua série Minha madrinha bruxa só por olhar pela capa, que foi publicada aqui no Brasil pela editora NewPop (aliás, a maioria dos mangás que estou comprando atualmente foram publicados por eles!) e traz um compilado de seis histórias.

Tudo começa quando Hanna Marie, uma garotinha que morria de medo de monstros, sai sem seus pais pela primeira vez em busca de gostosuras ou travessuras - bingo! é dia de Halloween!


Hanna empolgadaça por causa do Halloween

É claro que Hanna não vai sozinha: o primo Jimmy e sua turma a acompanham durante essa tarefa. Mas o garoto logo fica entediado porque a menina anda MUITO devagar e pode atrasá-los para conseguir uma grande porção de doces... É aí que vem a ideia endiabrada: Jimmy leva a prima em frente a uma casa supostamente assombrada e inventa uma história de que, se a criança mais nova não deixar doces em seu porão, os monstros podem sair de lá e comer cada criança do mundo! Sim, ele conta na esperança de que Hanna se assuste e volte para casa mais cedo, mas não esperava que seria realmente corajosa de entrar lá!

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